Áreas

O que é a Medicina Nuclear?

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza as propriedades nucleares da matéria para diagnóstico e tratamento de várias patologias. 

Envolve a administração de radiofármacos e aquisição de imagens, eminentemente funcionais, em equipamentos dedicados.

 

Os Nossos Serviços:

 

Protecção Radiológica
Controlo de Qualidade
- Commissioning
-Formação
-Apoio ao Arranque
Ferramentas de Marketing
 
O que é a Medicina Nuclear?

Áreas de intervenção da Medicina Nuclear

Diagnóstico

 

  • Câmara-Gama (CG)

A Câmara-Gama, ou Cãmara de Anger, é um equipamento com um ou dois detectores, normalmente cristais de cintilação de Iodeto de Sódio dopados com Tálio (NaI(Tl)). A Câmara-Gama tem a capacidade de detectar a radiação gama que provém do paciente, permitindo a construção de uma imagem representativa da distribuição fisiopatológica in vivo do radiofármaco no corpo do paciente. Os radiofármacos utilizados são emissores gama, sendo que a maioria são marcados com Tecnécio-99m, com uma energia de 140 keV.
Nesta modalidade podem ser realizados exames para estudar o sistema esquelético, cardiovascular, pulmonar, renal, endócrino, neurológico, entre outros.

 

  • PET/CT

O equipamento de PET/CT é, geralmente, constituído por dois anéis circulares completos, consistindo um deles no componente CT, que fornece uma imagem de transmissão, essencialmente para permitir fazer correcção da atenuação da radiação pela matéria (corpo do paciente), mas também para localização anatómica e um outro composto por detectores de cintilação (eg. LYSO, LSO, BGO, entre outros). Este último permite fazer uma imagem de emissão representativa da distribuição fisiopatológica in vivo do radiofármaco no corpo do paciente. Neste caso, os radiofármacos são emissores de positrões β+, que sofrem um processo de aniquilação com os electrões do meio no corpo do paciente, dando origem a dois fotões gama com sentidos diametralmente opostos e de energia igual a 511 keV, que são detectados em simultâneo pelo anel de detectores.
Apesar da grande aplicação desta técnica em casos oncológicos, existem outras áreas onde o PET/CT pode ser útil, como na neurologia ou cardiologia, entre outras.

 

  • Hematologia Nuclear

A hematologia nuclear diz respeito ao conjunto de técnicas de manipulação de células sanguíneas e sua marcação com isótopos radioactivos de maneira a estudar desordens hematológicas específicas por intermédio de imagem em câmara-gama ou quantificação em equipamento apropriado.

 

  • Métodos e técnicas In Vitro

São técnicas de doseamento/quantificação de antigénios (RIA) ou anticorpos (IRMA) marcados com um isótopo radioactivo.

 

  • Osteodensitometria

A osteodensitometria ou densitometria óssea, apesar de ser uma técnica quantitativa através da interacção da radiação X com o paciente, também pode ser realizada nos serviços de Medicina Nuclear.
É uma técnica simples que permite avaliar a densidade mineral óssea dos pacientes e fazer diagnóstico diferencial entre osteopenia e osteoporose.
Tem ainda outras aplicações menos comuns, como a medição do índice de massa muscular em atletas, por exemplo.

 

Terapêutica

A terapêutica em Medicina Nuclear consiste na administração de radiofármacos emissores de partículas β- ou α que, pelas suas características (elevado LET), têm capacidade destrutiva. 
Consoante a dose que for determinada para a terapêutica, esta poderá ser feita em ambulatório ou em contexto de internamento, até que a emissão de radiação pelo paciente diminua para níveis de segurança.

 

Planeamento para Radioterapia

Classicamente o planeamento para Radioterapia é realizado por CT. Contudo, cada vez mais os médicos estão a recorrer a PET/CT para o fazer. Isto porque não só têm a informação necessária fornecida pela CT (nºs Hounsfield), como também obtêm informação sobre o volume biologicamente activo das lesões a tratar, o que permite optimizar os campos de tratamento.

 

Radiofarmácia 

A Radiofarmácia é um laboratório dedicado para obtenção e manipulação de isótopos radioactivos e preparação de radiofármacos (vector químico coordenado com um isótopo radioactivo) em equipamentos preparados para o efeito. 
Os radiofármacos preparados para administrar aos pacientes são alvo de um rigoroso processo de controlo de qualidade antes de serem dispensados pela radiofarmácia. 
Os radiofármacos podem ser emissores de vários tipos de radiação e, como tal, a radiofarmácia deverá estar preparada para todas as necessidades do serviço.

<b>Áreas de intervenção da Medicina Nuclear</b>

Equipa Multidisciplinar

A equipa de um serviço de Medicina Nuclear é constituída por médicos, técnicos, físicos, assistentes operacionais, assistentes administrativos e, eventualmente, enfermeiros e radiofarmacêuticos.

Protecção e Segurança radiológica

A protecção e segurança radiológica são obrigatórias em Medicina Nuclear. 

Os profissionais devem estar devidamente monitorizados com dosimetria individual. É também dever do titular da instalação garantir que a construção do serviço é suficiente para blindar a radiação a níveis estabelecidos, de maneira a não expor o público inadvertidamente. 
A protecção radiológica de pacientes é também um factor fundamental, garantida pela aplicação do princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable).

Gestão de resíduos radioactivos

A gestão adequada dos resíduos radioactivos que são gerados diariamente num Serviço de Medicina Nuclear, é de extrema importância. O cumprimento da legislação sobre a matéria e a adequada formação dos profissionais garantirá que a essa gestão não coloca pacientes, profissionais e ambiente em risco. 

Todos os resíduos produzidos devem ser devidamente acondicionados, rotulados, datados e colocados em local apropriado para decaírem até poderem sair do serviço. Todo este processo deve ficar devidamente documentado e registado.

Investigação

As possibilidades de desenvolver estudos de investigação em Medicina Nuclear são variadas. Desde o desenvolvimento de novos radiofármacos, optimização de protocolos de aquisição de imagens, ferramentas de processamento de imagem ou ainda estudos de protecção radiológica, de maneira a reduzir a exposição de pacientes e profissionais, entre outros.

A participação em estudos desenvolvidos por outras áreas de conhecimento que necessitem de estudar processos fisiológicos in vivo, encontram também na Medicina Nuclear uma poderosa aliada.

Formação Contínua

A Medicina Nuclear é uma área em constante evolução, pelo que um programa estruturado de formação contínua dos profissionais é essencial. Recentemente tem-se assistido a grandes desenvolvimentos de novos radiofármacos quer para diagnóstico, quer para terapêutica.

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